terça-feira, 21 de novembro de 2023
Vou abrir o livrinho dos meus pensamento do dia
quinta-feira, 16 de novembro de 2023
Falar sobre o óbvio é desgastante demais!
Boom dia!!
Confesso pra vocês que é um porre falar de Inclusão e Acessibilidade (não que não seja necessário), mas é tão desgastante ter que falar e mostrar coisas óbvias das quais as pessoas deveriam respeitar.
No começo de novembro tive a oportunidade de ir ao Show do Roger Waters, em São Paulo, o show aconteceu no estádio do Allianz Parque o que diga-se de passagem foi maravilhoso, a organização e produção do show não deixou a desejar nos quesitos de conforto e acesso, porém tive um ocorrido do qual eu sempre trago, "De nada adianta lugares acessíveis se as pessoas que frequentam eles lugares não se fazem de rampas de acesso umas com as outras".
No intervalo do show fui ao banheiro acompanhado de uma bombeira, quando fui usar o ÚNICO banheiro destinado a pessoas com deficiência do meu setor, ele estava ocupado por uma pessoa. (Adivinhem? Ele não era deficiente)
Com muito custo e apertado, me desloquei ao banheiro SEM acessibilidade e de dentro do banheiro pude ouvir o homem questionando o porque estavam batendo na porta enquanto ele usava, literalmente brigando com a moça que estava me acompanhando. (Como se ele estivesse na razão)
Eu saí e fui tirar satisfação com ele:
"Você acha que realmente esta certo, amigo? Olha para esse banheiro sem nem um tipo de acessibilidade, você acha que é certo você usar por "5 minutos" o que eu uso durante uma vida o pouco de acesso que eu tenho direito?"
É tão desgastante ter que falar sempre as mesmas coisas, ensinar adultos ignorantes e sem educação que os espaços mesmos que estejam livres são destinados para um publico específico. (Enfim, foi só um desabafo)
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| Thaís e Allan |
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| "As fotos ficaram ótimas" |
Confesso que não tive cognição nem coordenação para tirar fotos durante o show!
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| Thaís, Allan e Iury |
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| UNIPODE |
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| Bianca |
domingo, 5 de novembro de 2023
Reativando as coisas...
Faz um tempão que não passava mais por aqui, esses dias em uma roda de amigos lembrei o quanto escrever me fazia bem e o quanto o blog pode proporcionar para outras pessoas uma "afinidade maior" com a Esclerose.
Recapitulando, se você está chegando agora, meu nome é Neto, tenho Esclerose Múltipla faz 14 anos e hoje sou pessoa com Deficiência devido as sequelas causadas pela doença. Acredito que reativar as postagens do blog vai ser mais uma terapia pra mim, do que algo informativo, pretendo escrever pensamentos e situações das quais eu vivo diariamente.
Ontem mesmo, fui a uma festa aqui na cidade (Presidente Prudente), na realidade lá é um bar com agendas variadas, até aí ok. Geralmente antes de ir em algum lugar eu sempre me dou o trabalho de checar a acessibilidade do local, o que já começa errado, pois todos os lugares deveriam oferecer acessos, mããs quando se trata de inclusão, só uma pessoa défi ou alguém que convive com alguém que é sabe do que estou falando, enfim, o local tem a acessibilidade básica, rampas e tudo mais, porém quando a gente fala de incluir devemos observar três pontos, o acesso, a permanência e a participação.
A princípio eu desci de cadeira de rodas, o que já me incomoda, mas não pelo fato de estar em uma, mas por ser na maioria das vezes o único com deficiência que esta no local (falar a verdade pra vocês, é trampo ultrapassar as barreiras atitudinais e físicas, muitas vezes fico exausto e acabo me dando por vencido por tudo e todas as coisas que acabo presenciando).
O pessoal (equipe) estava esperando que eu fosse, como eu disse havia perguntado como eram os acessos, então nesse quesito e pela atenção de todos do estabelecimento o meu muito obrigado, mas não um obrigado como o de um favor, pois é o mínimo, mas um obrigado pela atenção e carinho.
Quando a gente fala de lugares preferenciais o que muita gente vê como mordomia eu vejo como necessidade e posso provar..
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| Essa era a vista que eu tinha de todo o rolê da minha cadeira de rodas (bundas e pernas) |
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| Imagina uma pessoa em cadeira de rodas aí 😐 |
sexta-feira, 19 de março de 2021
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as
Quanto tempo que eu não passo por aqui! Estava com saudades de postar coisas novas, mas confesso que desanimei um pouco. Mas graças a Deus as coisas mudaram e pude perceber o quanto cresci, evoluí e desenvolvi a capacidade de entender algumas coisas, não tudo (claro). Mas estou vivendo esse processo aos poucos. Se eu puder ajudar de alguma forma, entre em contato comigo pelo e-mail, netocruz@live.ca.
O diagnostico de Esclerose Múltipla acima de qualquer coisa foi sem sombra de dúvidas o marco inicial de uma vida de incertezas. Faz 12 anos que o início da minha verdadeira jornada começou, ou pelo menos abriu as portas para que outras aventuras acontecessem e ainda hoje encontra caminhos para me levar a lugares dos quais eu não conheço.
A esclerose mostrou-me quanto capaz eu sou de fazer coisas extraordinárias, coisas das quais eu jamais pensei que um dia eu faria, graças a ela conheci pessoas maravilhosas, somei amigos e afastei-me naturalmente de quem não queria meu bem. Acredito que a vida segue um rumo cíclico e com o tempo entendemos que as coisas precisam acabar para outras acontecerem.
Até hoje passei por quatro tipos de tratamentos para controlar a EM, destes o ultimo foi o mais agressivo, porém o que de fato mantém a doença em estabilidade. A aplicação da Política Nacional de Humanização (PNH) sempre esteve presente e se fez eficaz proporcionando tratamento de qualidade prestados por toda equipe Inter profissional do SUS. Os envolvidos colaboraram de forma significativa durante os processos de triagem, aplicação e acompanhamento do meu tratamento nos períodos que utilizei o serviço.
Decorrente aos surtos anteriores provocados pela doença tornei-me uma pessoa com deficiência (PCD), mas nunca deixei de acreditar em milagres, em particular os que acontecem todos os momentos e muitas vezes relutamos não enxergar. É maravilhoso participar do crescimento do meu sobrinho, pega-lo nos braços e ver o quanto a vida pode ser linda.
Minha fé por um pequeno período de tempo ficou abalada e por muitas vezes questionei o Criador: “Deus por que dar doença ao seu filho?”. Como resposta compreendi que as doenças e as dificuldades não vêm de Deus, pelo contrário, Ele nos fortalece para continuarmos na luta e nos carrega nos braços quando não temos mais ânimo para continuar. Com a permissão de Deus hoje me faço instrumento de cura.
Em 2019 no Hospital do Sarah Kubistchek em Brasília durante 30 dias passei por uma reabilitação intensiva. Tive a oportunidade de conhecer caminhos diferentes e possíveis para recomeçar, além do crescimento pessoal que adquiri. “A palavra gratidão ganhou outros significados para mim”.
Atualmente faço parte da Associação Paradesportivos Oeste Paulista (APOP) na modalidade de Natação, sou paratleta, deixei a aposentadoria por invalidez e atualmente trabalho na Coordenadoria dos Direitos da Pessoa Com Deficiência na Cidade de Presidente Prudente/SP.![]() |
| Primeira medalha, campeonato Paulista Araraquara NOV/2019 |
Tenho fé e acredito fielmente que meus sonhos estão só começando, ou melhor, já começaram, mas tudo muda e novas possibilidades surgem, a trajetória não é fácil, mas também não é impossível, o caminho é cheio de amigos e conquistas.
quinta-feira, 4 de abril de 2019
SOU UM MILAGRE ESTOU AQUI
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| Praia dos Castelhanos, Ilhabela-SP |
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| Vista pier Ilhabela-SP |
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| Palco show Alok, São Sebastião -SP |
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| Ilhabela-SP |
terça-feira, 20 de novembro de 2018
Ainda sobre acessibilidade...
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| Peta |
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| Tuqui |
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Cabe a mim definir o meu limite e aproveitar ao máximo
Obrigado Mais uma vez pela visita!



























