sexta-feira, 14 de junho de 2013

"TUDO MUDA CONFORME A MÚSICA"

Se adaptar as novas regras não é fácil, mas também não é impossível.
Aila
Com o diagnostico da EM não se pode beber e a maior parte das coisas que gostamos de fazer começam ter limites.
Lembram que eu disse (eu acho) que chega certo ponto que a EM fica amiga de nós mesmos! Então foi assim que me adaptei a ela e ela a mim. Não mudei muita coisa, mas o que mudei ela também mudou (prefiro pensar que fizemos um acordo).
                Não tenho o mesmo pique que tinha não extrapolo mas, não deixei de vive-los, bebida alcoólica nunca foi uma necessidade então não se tornou muito difícil não beber mais (confesso que bebi durante o meu tratamento umas duas vezes só que não foi pra cair e muito menos perder a consciência, foi mais para matar a “sede” e a vontade) tipo beber socialmente, é aquela velha história do sorvete, criança com vontade de alguma coisa e não puder ter é febre sem gripe. Para muitas das situações prefiro fazer a me arrepender de não ter feito (lógico que essa frase tem suas exceções) .
Se você estiver passando por um processo de talvez ser descoberto alguma “amiga” não se apavore, tenha apenas medo. Um problema só se torna maior conforme você o alimenta, nessa vida temos jeito para tudo menos pra morte. (Falar de morte me deixa um tanto quanto triste, perdi minha avó no começo da descoberta da EM, isso poderá se tornar um post depois).
Então viva, chore, sorria, brinque, mesmo que não consiga correr (como eu), nem pular (como eu, rsrs) sente-se e faça tudo que quiser fazer. A EM limitou me muito e me deixou bem diferente também! (Amadureci algumas ideias e mudei outras, então saiba: o problema só se tornará maior conforme você o alimenta, isso serve para qualquer pessoa).
Obrigado mais uma vez pela atenção e a oportunidade de estar partilhando com você sobre a EM.
Risos, me lembrei de um fato que aconteceu comigo, sabem aquelas filas enormes de banco e pagamento de carnê (eu adoro carnês, principalmente quando não tem juros), fui encerrar a conta em um banco e aquela fila enorme e meus minutos contados, o que eu fiz? Fui ao caixa e perguntei: “Onde eu pego a senha para o atendimento preferencial?”.
Gerente: “Aqui neste departamento não tem senhas preferenciais, por quê?”.
Eu: “NÃO TEM? Eu te tenho EM e preciso usar o atendimento preferencial não posso ficar muito tempo em pé”.
Gerente: ”Ah! Só um momento já vou verificar o seu”.
Eu acho engraçado pois não é a primeira vez que “furo” fila e por isso ler a cara das pessoas não é difícil. É aquela coisa, não pedi a EM em minha vida e já que tenho vou tirar proveito dela.

Como eu queria ser atendido normalmente e esperar a fila normal, se eu tivesse que encarar filas todos os dias para eu não ter a EM eu faria. MAS ser atendido preferencialmente é um direito nosso viu! No site www.abem.com.br tem informações preciosas sobre isso e a confecção de uma carteirinha que “cala a boca” de quem duvidar de sua palavra.